Autoria: Portal EducarBrasil


Titulo: Os monarcas brasileiros


Corpo do Texto:

O Brasil adota, hoje, o presidencialismo como sua forma de governo, porém, por um longo tempo de sua história, o país foi governado pela monarquia. O primeiro rei a dirigir o país foi D. João VI, que, ao sair fugido de Portugal, em razão da ocupação francesa, se estabelece no Brasil com toda a sua corte. Esse período durou de 1808 a 1821 e trouxe muitos benefícios para, até então, a colônia de exploração. Nesse período, foram implantadas a imprensa, a Biblioteca Nacional, o Jardim Botânico, algumas faculdades e toda uma nova cultura com abertura de teatros e casas de eventos.

Entretanto, em 1821, com a Revolução do Porto, D.João VI retorna para Portugal e deixa o trono para o seu filho D. Pedro I, como príncipe regente. Em razão da situação política que o país apresentava naquele momento, D. Pedro I, em 1822, proclama o Brasil, um país independente de Portugal. Nesse mesmo ano, D. Pedro é aclamado novo governante, e inicia-se então o primeiro reinado no país.

O primeiro Reinado foi um período muito conturbado do ponto de vista político, com muitas disputas para manter todas as terras sob o comando do monarca, além das questões abolicionistas e republicanas que já eram debatidas pelo país. Relatos históricos mostram que D. Pedro I governava de forma absolutista, e atitudes como dissolver a constituinte em 1824 serviram para seu desgaste político. Em 1830, o assassinato do jornalista Líbero Badaró, que fazia inúmeras críticas ao regime político da época, foi a gota d’água para o fim do primeiro reinado. A situação de D. Pedro I ficou insustentável e, num ato para manter o governo nas mãos de sua família, o rei abdica do trono em prol do seu filho Pedro de Alcântara, de apenas cinco anos, e retorna para Portugal.

Como um menino não poderia governar o país, foi criada, nesse momento, uma Regência Trina, até que Pedro alcançasse a maioridade para assumir o trono. O Brasil foi então governado pelo representante do exército, brigadeiro Francisco de Lima e Silva e pelos deputados José da Costa Carvalho (representava o Sul) e João Bráulio Muniz (do Norte). Nesse período, foram criadas a Guarda Nacional e o código de Processo Criminal. Mas as agitações políticas ainda eram muitas, e a Regência Trina durou apenas de 1831 a 1834, quando foi dado um golpe e criada a Regência Uma, elegendo Diogo Feijó, que governou de 1835 a 1837. Em razão de outras tantas revoltas que estavam acontecendo pelo país e do fato de que os governantes não conseguiam dissipar, fica no poder por mais um breve período de tempo (1837-1840) Pedro de Araújo Lima.

Na tentativa de unificar o país novamente e diminuir as agitações políticas que cresciam a cada dia, D. Pedro II foi emancipado e toma posse do trono brasileiro em 1840. Começa, então, o segundo Reinado, período este considerado muito importante para o desenvolvimento científico e cultural do país.

Logo que abdicou do trono, D. Pedro I arrumou um tutor para o seu filho Pedro de Alcântara para prepará-lo adequadamente para receber o trono no futuro. Em razão disso, Pedro estudou várias línguas, ciências e fotografias. Sua boa formação intelectual foi refletida durante o seu governo. Ao longo do segundo Reinado (1840-1889), D. Pedro II incentivou o ensino e a cultura no Brasil. Como exemplos, podemos citar a criação da Escola de Minas de Ouro Preto, o desenvolvimento da cartografia no país, bem como incentivos que foram dados a artistas brasileiros para participarem de exposições e eventos fora do país.

Além disso, é importante falar que tanto D.Pedro II quanto D. Pedro I foram grandes incentivadores do processo migratório para o Brasil. Os dois monarcas viam, na ocupação de novas áreas, uma maneira de proteger o território de possíveis invasões e, além disso, fazer gerar renda para a coroa com os tributos que seriam cobrados nas novas vilas.

Um dos últimos fatos mais marcantes do período monárquico no Brasil foi a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel, em 13 de maio de 1888, abolindo a escravidão no país. Logo depois, em 1889, foi proclamada a República no Brasil, terminando, portanto, o período monárquico.


Pontos Selecionados:

Diogo Antônio Feijó

Governou o Brasil no período de 1835 a 1837, na primeira fase da regência Una. Nascido em São Paulo (coordenadas 23° 32’ 52”S e 46° 38’ 9”W) em 1784, Diogo Feijó foi criado por um padre, já que sua família o abandou logo que nasceu. Com uma formação em colégios de padres, tornou-se um renomado eclesiástico. Com ótima formação intelectual, optou pelo exercício da política em 1821, ao ser eleito deputado das Cortes de Lisboa pela província de São Paulo. Após sair do governo, participou de várias revoltas liberais, sendo preso e exilado em Vitória.

Curiosidades: http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u700.jhtm

Mapa: http://www.sp-turismo.com/bairros-sp.htm

Bandeira:


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D. Pedro I

Nascido em Portugal (38° 42’ 44”N e 9° 9’11”W) em 1798, D. Pedro I foi o primeiro imperador do Brasil. Ele veio para o Brasil em 1808, juntamente com seu pai D.João VI e toda a Corte, que fugia das investidas napoleônicas.

Em 1822, proclamou a independência do Brasil e se tornou o primeiro governante do país. Em 1831, é forçado a abdicar do trono em prol do filho Pedro de Alcântara, que tinha apenas cinco anos. Volta para Portugal, onde assume o trono. Quando sua situação fica insustentável do ponto de vista político, o monarca abdica novamente do trono, só que agora em prol da filha D. Maria da Glória.

Curiosidades: http://www.independenciaoumorte.com.br/node/1970/

Mapa: http://www.descobre.com/mapa-de-portugal.htm

Bandeira:


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D. Pedro II

Brasileiro nato, o segundo imperador do Brasil nasceu no Rio de Janeiro (coordenadas 22° 54’ 20”S e 43° 13’ 25”W), no palácio da Quinta da Boa Vista, em 1825. Aos cinco anos, o pai, D. Pedro I, transfere para ele o trono brasileiro. O imperador passa cerca de 10 anos sendo preparado pelos seus tutores para receber o trono em 1840.  Amante das artes, da fotografia, das ciências e das tecnologias, D. Pedro II foi um incentivador das escolas de ensino superior no país. Com o fim do seu reinado, em 1888, o monarca e toda a sua família foram expulsos do país. Em 1891, o ex-monarca morre, em Paris, vítima de uma pneumonia.

Curiosidades: http://www.komedi.com.br/escrita/leitura.asp?Texto_ID=3455

Mapa: http://www.mapas-rio.com/

Bandeira:


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José Bonifácio Andrada e Silva (tutor de D. Pedro II)

Foi um importante personagem na história do Brasil. Nascido em Santos (coordenadas 23° 56’13.16”S e 46° 19’ 30.34”W), em 1763, estudou em Coimbra e lutou, ao longo de sua carreira, pela abolição do tráfico negreiro e da escravidão. Ao longo do império, esteve contra D. Pedro I, quando este dissolveu a Constituinte em 1824. Ao voltar do exílio, faz as pazes com o imperador e se torna tutor de Pedro de Alcântara. Com o fim da Regência Trina, José Bonifácio é demitido do cargo de tutor e volta ao cenário político, porém morre aos 74 anos (1838), sem ver seus ideais de abolição e república serem concluídos.

Curiosidades: http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u484.jhtm

Mapa: http://www.guiasaoroque.com.br/mapa_santos.asp

Bandeira:


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D. João VI

D. João VI foi o primeiro rei a governar diretamente o Brasil (capital Brasília, coordenadas15°45′S e 47°57′O). Em 1808, ele se transfere para o Brasil juntamente com a sua esposa, Carlota Joaquina, e toda a Corte portuguesa. Logo na sua chegada ao Brasil, o monarca promove a abertura dos portos às nações amigas e aumenta os impostos das províncias do Norte e do Nordeste do país. Até hoje, são encontrados, no Brasil, resquícios da política adotada por D. João VI no país, principalmente no que diz respeito à criação de vários cargos públicos para empregar os membros da Corte que o acompanharam para o Brasil.

Curiosidades: http://www.arqnet.pt/portal/portugal/temashistoria/joao6.html

Mapa: http://www.viagemdeferias.com/mapa/brasilia/

Bandeira:


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Questão Investigativa:

Identifique traços de semelhança e diferença entre o regime monárquico e o atual governo brasileiro.


Competência e habilidade:

Competências: Analisar a diversidade nacional e global em relação a língua, regiões, culturas, climas, povos e economia, além de perceber a diversidade como elemento integrante do contexto da Globalização.

Habilidades: Entender as economias global e local como elementos constituintes do estudo da Geografia; 2. Avaliar a importância do Brasil na organização econômica mundial atual; 3. Participar de seminários de pesquisa.


Anexo: arquivo KMZ


Destaque:

Sites de apoio didático-pedagógico;


Questão Investigativa:

Identifique traços de semelhança e diferença entre o regime monárquico e o atual governo brasileiro.


Atividades para estudantes:

Procure, na internet, quais foram as principais características dos governos de D. Pedro I e D. Pedro II. Tente, junto com os colegas, perceber quais foram os principais legados deixados pelos dois monarcas para o Brasil.

Sugestão docente:

Baseado no filme Independência ou morte, de Carlos Coimbra, e também em pesquisas na internet (site da Biblioteca Nacional, por exemplo) o professor pode propor um seminário aos alunos. Nesse seminário, podem ser discutidas não só as questões políticas da época, mas as questões éticas e morais que são retratadas no filme.


Temas transversais:

Pluralidade Cultural e ética.


Referencias:

http://www.culturabrasil.pro.br/m. Acesso em 23/09/2010.

http://www.bn.br/ . Acesso em 23/09/2010.

http://historianet.com.br . Acesso em 23/09/2010.

http://www.revistadehistoria.com.br/. Acesso em 23/09/2010.


Resumo:

O Brasil foi governado por três monarcas: D. João VI (1808-1820), que abre os portos ao comércio; D. Pedro I(1822-1831), que proclamou a independência e D. Pedro II (1840-1888), que assumiu o trono com apenas 14 anos.


Créditos
Link imagem:http://www.marcosgeograficos.com.br/adm/imagem/

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